quarta-feira, 20 de julho de 2011

Perdi o brio

Que saudade do tempo, quando era menina,
vivia pra cima e pra baixo desfilando alegria.
Tantos amores, anseios e desejos.
Se eu queria dar um beijo, eu dava sem medo.
Se eu queria uma pegada, era pega de forma inusitada.
Hoje em dia, pff... que tristeza!
Acho que perdi o dom de expelir a beleza.
Tô por fora, tô sem teia.
Quero um vinho, um cigarro e um par de meia
pois os pés que poderiam me esquentar hoje, sentem calor
calor da juventude que eu tinha, quando não tinha o menor pudor.

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