sábado, 3 de abril de 2010

Mais uma

[Encontro palavras incertas no teu olhar.
Que finge me olhar de forma obscena
Que quer me despir de qualquer forma
E importar-se apenas com o seu próprio prazer
Como se eu fosse uma puta qualquer
De qualquer rua sem importância]

“Se pagando bem, que mal tem?”
Por que não poderia fazer esse sacrifício?
É só fechar os olhos e fazer o serviço
Nem precisa de perfeição
tampouco, de razão

Depois de umas cinco doses de uísque e
Três carreiras de pó
Eu só pensava no dinheiro,
E aquele brilho das três notas de cem
Me deixava sem alternativa
Aceitei trepar com aquele velho
O fiz gozar umas três vezes,
Duas na minha cara
E a outra, já nem me lembro mais

Andei pelas avenidas trançando minhas pernas
Uma perfeita quenga em decadência
No caminho, encontrei um velho amigo de infância
Ele usava um anel de prata e fumava um cigarro sexy
O abracei e beijei, como se ele fosse o meu homem
Eu só queria um homem pra chamar de meu
Um homem com quem eu fizesse amor, simplesmente por amor

Ele me trouxe pra casa de carro
E no caminho, ele colocou uma fita dos Rolling Stones.
O ano era 67, e víamos as cores brilhantes
Os hippies fumando seus baseados enormes
Sem preocupações…

Contei o que tinha feito a ele
E senti em seus olhos, certa pena
Mas, Joseph, me abraçou e disse que cuidaria de mim
E por um momento eu sorri
E senti saudade daquele tempo que nunca vivi…

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