sábado, 14 de março de 2009

For no one... **

Não desaprendi a te amar
Só deixei de sofrer por esse amor
Acalmei o coração;
fui forçada pela razão.

De que adiantaria gritar?
Você se recusaria a ouvir!
E eu ficaria rouca, vazia
Assim como a Lua
esperando pelo Sol, em vão.

Lá fora a chuva cai fina
E me vem à cabeça tua lembrança-
De como nos amávamos intensamente
A qualquer hora, em qualquer lugar
Sem que houvesse tempo
Ou hora de voltar

Seus dedos costumavam passear
Discretamente sobre o meu corpo
Seus braços me confortavam
E seus beijos me contaminavam
de paixão

Ah! E as juras de amor eterno
ao pé do ouvido...

Passava noites em claro
imaginando quando,
de fato
Seria tua, pra sempre.

E felizes seríamos
Como num desfecho
de conto de fadas

Mas no fim...
Não foi bem assim!

Acho que é meu destino
Ou falta de sorte;
Amar demais e não ser amada
Amar e só amar...

(Marcianita Jones)

** Originalmente escrito em 17/01/2009

Um comentário:

  1. Bárbaro A-D-O-R-E-I!!
    Tuas palavras se encaixam onde nada mais se encaixa.
    Tuas palavras urgem onde nada mais grita.
    Tuas palavras se fazem de luz onde nada mais é visto.
    Tuas palavras carregam a emoção da escrita no raciocínio da ordem.

    Obrigada!
    Teh mais
    Nâna

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